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Apresentados

Paulo Martins

O político defensor de causas em prol do outro Paulo Martinho Martins nasce no Funchal a 27 de junho de 1953, cidade onde vem a falecer, com 61 anos, a 3 de outubro de 2014. Faz os estudos secundários na Madeira e depois vai para o Continente estudar Medicina, onde fica durante dois anos, quando regressa à ilha para exercer funções como professor de Geografia e de Matemática. A sua consciência antifascista é consolidada durante os anos que passa na universidade, num ambiente de forte contestação académica. Após o 25 de Abril destaca-se na mobilização popular e na organização de estruturas como a 'União do Povo da Madeira' (UPM). Mantém a ligação direta aos problemas concretos das populações. Este percurso leva Paulo Martins a ser um dos principais dirigentes da 'União Democrática Popular' (UDP) que, mais tarde, integra o 'Bloco de Esquerda' (BE). É líder da UDP-Madeira. Em 1975, é candidato à Assembleia Constituinte pela Frente Eleitoral Comunista (FEC-ML). C...

Ramiro Morna do Nascimento


O coronel de mão firme


Ramiro Morna do Nascimento nasce na freguesia de São Gonçalo, no Funchal, a 23 de janeiro de 1932.
Faz os estudos primários e, aos 10 anos, entra no Liceu Jaime Moniz, onde prossegue a formação académica. 
Aos 18 anos concorre à Escola do Exército. É incorporado em outubro de 1950. 
Conclui posteriormente o Curso de Infantaria na Escola Prática de Infantaria, em Mafra.
E dá início a uma longa carreira militar ao serviço do país.

Ao longo do seu percurso militar, cumpre cinco comissões de serviço nas então províncias ultramarinas da Índia, Moçambique, Angola e Guiné, onde evidencia elevado sentido de dever, coragem e dedicação ao serviço público. Alcança reconhecimento e prestígio no seio da instituição militar.

Em 1974, Morna do Nascimento regressa à Madeira. Assume o comando do Regimento de Infantaria do Funchal, funções que exerce com o mesmo espírito de liderança, disciplina e sentido de responsabilidade que marcam o seu percurso profissional.

Paralelamente à atividade militar, desenvolve uma intervenção cívica e institucional. 
Na década de 1980 participa na fundação da Empresa Horários do Funchal, entidade que vem a assumir um papel determinante na organização e desenvolvimento dos transportes públicos urbanos da cidade. 

Depois de passar à situação de reserva, assume a presidência do Conselho de Administração da empresa, cargo que exerce entre 1987 e 2003.
Ao longo de cerca de 26 anos de ligação à instituição, contribui para a modernização e consolidação da rede de transportes públicos do Funchal.

Em 1983 é eleito presidente da Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), funções que desempenha até 2014. 
Durante mais de três décadas de liderança promove uma profunda renovação das estruturas físicas e organizacionais da instituição na Região Autónoma da Madeira. Reforça, deste modo, a sua capacidade de intervenção nas áreas da solidariedade social, do voluntariado, da formação, da educação e da saúde.

Com a sua liderança, a Cruz Vermelha Portuguesa na Madeira consolida a sua presença e relevância social na Região, alargando a capacidade de resposta e afirmando-se como uma instituição de referência no apoio às populações e na ação humanitária.

Findo o seu mandato, mantém uma estreita ligação à CVP. Assume funções de representante da instituição nacional na Madeira e continua a colaborar ativamente nas causas humanitárias a que dedica grande parte da sua vida.

Ao longo da carreira militar e cívica Morna do Nascimento é distinguido com diversas condecorações e louvores, entre os quais a Medalha de Prata de Serviços Distintos, a Medalha de Mérito Militar de 1.ª Classe, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, o grau de Comendador da Ordem Militar de Avis e a Medalha D. Afonso Henriques.

Em 2014, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Região Autónoma da Madeira e ao país, o Governo Regional atribuiu-lhe um Louvor Público, destacando a sua ação enquanto presidente da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação da Madeira e o exemplo de dedicação ao serviço da comunidade.

A sua ligação ao Clube de Futebol União vem de família, por ser filho de um dos fundadores, pelo que se torna uma figura muito próxima do clube. 
Em 2020, o União atribuiu-lhe o título honorífico de Presidente Honorário, reconhecendo os serviços prestados à instituição — embora nunca tenha sido presidente do clube.

O percurso do coronel Morna do Nascimento, como ficou mais conhecido, constitui um testemunho de serviço à Pátria, à Região Autónoma da Madeira e à sociedade civil, distinguindo-se pela dedicação às Forças Armadas, pelo contributo prestado ao desenvolvimento institucional da Região e pelo compromisso permanente com os valores da solidariedade, do serviço público e da ação humanitária.

O coronel Ramiro Morna do Nascimento é distinguido a 1 de julho de 2026 com a Insígnia Autonómica de Valor (na categoria de Cordão) pela Região Autónoma da Madeira.

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