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Apresentados

Jorge Domingos Jesus

O homem das contas certas Jorge Domingos de Jesus nasce na freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, a 6 de julho de 1931. É o primeiro de 11 irmãos. Vem a falecer a 1 de janeiro de 2026. Cedo o jovem Jorge é forçado a crescer sem tempo para a transição da infância.  Aos 12 anos, quando a maioria dos rapazes apenas sonha com o futuro, ele olhou para as dificuldades da sua casa, para o desemprego do pai e para o declínio da mercearia da família, e tomou uma decisão de uma maturidade avassaladora: pediu para trabalhar. Uma semana antes de completar 13 anos, Jorge Jesus entrava no mercado de trabalho.  Começa como praticante de escritório por um salário simbólico. O trabalho diurno conciliava-se com o estudo noturno na Escola Industrial e Comercial do Funchal. Sai do escritório e desce a Rochinha a correr para chegar a tempo das aulas. Muitas vezes, vão até à meia-noite, de segunda-feira a sábado.  Assume o papel de "chefe dos irmãos". Organiza a casa, salda as dí...

José Barreto

O empreendedor

José de Jesus Barreto (aqui na foto cedida pelo DN Madeira) nasceu na Beira, em Moçambique, num dia de Natal. Os estudos culminaram com o licenciamento em Contabilidade, pela Universidade de Oxford, em 1957.

por: Paulo Camacho


Faz um estágio de especialização em mecânica automóvel e, em 1958, começa a trabalhar na empresa familiar 'Barreto e Filhos'. É responsável pelo setor automóvel, uma área em que a empresa tinha vários interesses. 

Era uma empresa que tinha negócios sobretudo em Moçambique, onde estava o de automóveis, mas também tinha interesses em Angola e no Congo. Fora de África, a aquisição da licença de jogo na Madeira foi o primeiro e único investimento.

Anos mais tarde, José Barreto vem para a Madeira para tomar conta do negócio da concessão de jogo que o pai havia comprado. Com 29 anos, viaja acompanhado com a esposa, então com 22 anos. É o responsável pela concepção e construção do empreendimento, suportado financeiramente pela empresa do seu pai e tendo a ajuda de alguns irmãos na fase inicial do processo de construção do novo Casino da Madeira, o Casino Park Hotel e área com sala de cinema, sendo considerado, durante muitos anos, como o maior investimento privado feito em Portugal, até aquela data. Trata-se de um projeto do reputado arquiteto brasileiro Óscar Niemeyer.

A chegada à Madeira aconteceu em outubro de 1965. 

Reconhece que sempre gostou da vertente comercial e admite ser uma “herança” familiar, em particular do seu pai. Por isso, diz ter sido natural o desejo de prosseguir a sua obra.

O hotel foi inaugurado a 3 de outubro de 1976. Cerca de uma década mais tarde, o empreendimento é vendido ao Grupo Pestana.

Em 1984, o empresário adquire a Casa do Turista, no centro da cidade. Compra, igualmente, a fábrica de bordados 'Luís de Sousa, Lda’ e outros pontos de venda.

A hotelaria cruza-se, de novo, no seu caminho. 

Investe, juntamente com outros sócios, na construção de um hotel e de um restaurante em Santana, denominado Quinta do Furão. Mais tarde, em 2000, vende a sua quota na empresa. 

Já no Funchal, em 1998, concluiu a Estalagem Quintinha de São João. 

Segue-se uma nova aposta na capital da ilha da Madeira, com mais sócios, através da aquisição da Quinta da Achada. Criou uma nova unidade hoteleira, a Estalagem Jardins do Lago, concluída em 2001. Num processo dinâmico empresarial, vende, mais tarde, a sua participação social na empresa.

Mais tarde, em 2017, participa como sócio na reconversão da Casa do Turista, traduzido num amplo espaço de restauração.

No meio desse percurso, existiram outros negócios, mais pequenos, desde uma loja de reparação de calçado - o Eprajá - a uma loja de antiguidades - o Cantinho das Aidas - entre outras, onde se destaca o Bluebird e a segunda Casa do Turista, junto ao Hotel Eden Mar.

Orgulha-se de ter tido a colaborar consigo, ao longo da sua carreira profissional, mais de seis centenas de funcionários. 

Como reconhecimento do seu percurso profissional, José Barreto foi agraciado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2004, com a insígnia de Comendador com a atribuição da Ordem de Mérito Turístico, Comercial e Industrial.

Em 2018 recebeu o prémio de Empresário do Ano por parte da ACIF - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira.
Juntam-se a estas importantes distinções a atribuição de 3 estrelícias douradas, que lhe foram pessoalmente dadas pela construção da Quinta do Furão, da Quintinha de São João e dos Jardins do Lago. 

Considera que a transição familiar está assegurada. Refere que dos seus 5 filhos, todos formados, tem o André que trabalha consigo como diretor geral da Quintinha de São João, o qual frisa estar preparado para dar continuidade aos negócios da família. 

No seu percurso profissional conta-se ainda o seu contributo para o associativismo, tendo presidido, durante 6 anos, ao Setor da Indústria da ACIF - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira. 

Referência para o fato de ter sido acionista fundador do Millennium BCP e BPI.


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