Apresentados

Eduardo Pereira

O pai das 'Ilhas de Zargo'



Eduardo Clemente Nunes Pereira nasce em Câmara de Lobos, a 23 de novembro de 1887. Viria a falecer no Funchal, a 3 de março de 1976. 

Estuda no Liceu do Funchal, na área de letras. Segue-se o seminário onde obtém o curso de Teologia. 

A 17 maio 1913, é ordenado presbítero no Colégio dos Inglesinhos, em Lisboa. Celebra a  primeira Missa Nova na igreja de São Sebastião de Câmara de Lobos a 13 junho de 1913.
Está adstrito à sé do Funchal e fica com as paróquias da Quinta Grande e do Campanário. 

Em 1916, a 1.ª Grande Guerra leva Eduardo Pereira a frequentar a Escola de Oficiais Milicianos em Lisboa. Não obstante, a morte prematura de pai  permite regressar mais cedo à Madeira.
Na ilha, reparte a sua atividade pelo sacerdócio, ensino, jornalismo e atividade literária. Desempenha o cargo de procurador na Junta Geral do Funchal.

Começa a escrever na revista Esperança, dos alunos do Seminário. Chega a chefe de redação da 'Quinzena Religiosa', 'Madeirense' e 'Boa Nova'. Colabora em numerosas publicações, nomeadamente na revista 'Das Artes e da História', 'Almanaque de Lembranças', 'Diário da Madeira', 'Diário de Notícias', entre outros. 
É igualmente chefe de redação de 'O Jornal' que, mais tarde, mudará o nome para 'Jornal da Madeira', onde é colaborador durante longos anos e é também redator do 'Correio da Madeira'.

Após a implantação da República, que leva ao encerramento do seminário do Funchal, cria um colégio, na Rua do Seminário, em colaboração com o Manuel Sardinha, para a formação de sacerdotes.
Entre 1918 e 1936, dá aulas no 'Liceu Jaime Moniz', do Funchal. Depois lecciona no Colégio do Bom Jesus. Entre 1939 é 1968 é docente e diretor do 'Colégio Lisbonense'.

A nível literário, deixou uma grande obra: as 'Ilhas de Zargo', 1.ª edição de 1939 e 1940, 2.ª, ampliada, de 1957, reedição de 1967 e 1989.
A este volumoso trabalho, deixa um significativo património literário de que se destacam: 'Delenda Est Cartago' (1913); 'Golpe' (1914); 'Cristóvão Colombo' (1956); 'Infante D. Henrique e Geografia Histórica das Capitanias da Madeira'; 'Piratas e Corsários nas Ilhas Adjacentes' (lenda Histórica); 'V Centenário Henriquino sua Projecção na História Madeirense' (1962), entre outros. 
No campo associativo é sócio de várias academias e institutos.
Em 1970, Eduardo Pereira é agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

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