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Apresentados

António da Cunha Telles

O homem da sétima arte António da Cunha Telles nasce no Funchal, a 26 de fevereiro de 1935. Vem a falecer em Lisboa a 24 de novembro de 2022. Estuda em Lisboa, e parte para Paris, França, na década de 1950, onde se forma em cinema no Instituto de Altos Estudos Cinematográficos (IDHEC). Este período é fundamental por permitir o contacto direto com a " Nouvelle Vague " francesa, um movimento que influenciaria profundamente a sua visão artística. Regressa, mais tarde, a Portugal.  A estreia na realização, acontece com a longa-metragem "O Cerco" (1970), considerada um marco do Cinema Novo. Aborda as tensões sociais e o isolamento na sociedade portuguesa da época.   Mas notabiliza-se também com outras películas como "Meus Caros Amigos" (1999) e "Kiss Me" (2004). Além da realização, Cunha Telles é também produtor. Nesta vertente deixa uma marca. A "Animatógrafo", a sua empresa de produção, é responsável por financiar e viabilizar algumas das ...

Teodoro de Faria

O bispo do conhecimento



Teodoro de Faria nasce no Funchal, em Santo António, a 24 de agosto de 1930, cidade onde vem a falecer a 23 de agosto de 2025.
É batizado a 21 de setembro, na igreja de Santo António.

Inicia a formação religiosa no Seminário Diocesano do Funchal e é ordenado sacerdote a 22 de setembro de 1956, na Sé do Funchal.
Começa o ministério sacerdotal na paróquia onde nasce, em Santo António. É igualmente capelão da Casa de São João de Deus, no Trapiche.

No ano seguinte, a 10 de outubro, é enviado para prosseguir os estudos superiores em Roma, Itália, onde fica no Pontifício Colégio Português.
Na Universidade Gregoriana, licencia-se em Teologia, e no Pontifício Instituto Bíblico obtém a licenciatura em Sagrada Escritura.
 
Estuda também na École Biblique et Archéologique, de Jerusalém. É o único madeirense a licenciar-se em Estudos Bíblicos naquela instituição israelita.
Aquele país marca a sua vida e vocação.
O convívio com os lugares bíblicos proporciona uma proximidade da "Palavra de Deus" diferente da de quem está distante.
Reside, também, no Natal, em Belém, que descreve como experiência única, pela sua simplicidade e pobreza.

Regressa a Itália.
Em Roma, Teodoro de Faria assume responsabilidades no Pontifício Colégio Português. É nomeado vice-reitor, em 1966, e, posteriormente, reitor, entre 1976 e 1982. É ainda responsável pela Igreja de Santo António dos Portugueses.
Naquela cidade, desempenha diversas funções como ser representante de Portugal nos Secretariados para o Ecumenismo, Emigração, Turismo e Peregrinações.
Serve como secretário do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, nos conclaves que elegem os papas João Paulo I e João Paulo II.


A10 de março de 1982 é nomeado Bispo do Funchal pelo Papa João Paulo II. Sucede a Francisco Santana.
É ordenado bispo em Roma, na Igreja de Santo António dos Portugueses, a 16 de maio de 1982, pelo cardeal Maximien Furstenberg.
Toma posse da Diocese do Funchal a 30 de maio de 1982.

Durante os 26 anos do seu episcopado, Teodoro de Faria destaca-se por várias iniciativas como a de conseguir a visita de um papa à Madeira. É o momento mais alto do seu ministério e resulta de sete anos de preparação e negociações.
O Papa João Paulo II vem à Madeira em maio de 1991, evento que classifica como um dos momentos mais importantes da diocese.

Teodoro de Faria dedica-se à formação do clero, ordenando muitos sacerdotes ao longo do episcopado e enviando numerosos seminaristas para estudar especialidades em Paris e Roma.
Evidencia-se pelo seu apreço e promoção do património artístico e religioso da Diocese. Nerste âmbito, doa uma importante coleção de ícones ao Museu de Arte Sacra do Funchal, constituindo um núcleo que pode ser visitado desde janeiro de 2024.
Acrescentar também o empenho na construção de novas igrejas pela Diocese.

A nível nacional e internacional, assume responsabilidades como presidente da Comissão Episcopal Portuguesa para as Migrações e Turismo (1986); Membro da Comissão Pontifícia para os Migrantes e Itinerantes (1988) e Representante da Conferência Episcopal Portuguesa na COMECE (Commission des Episcopats de la Communauté Européenne).

A nível literário e académico, Teodoro de Faria deixa um legado por ser um prolífico investigador das ciências bíblicas, tendo publicado diversas obras sobre a Sagrada Escritura.
Entre as suas publicações destacam-se: “João Paulo II – Pastor Universal na Madeira” (2011),  “Repouso de Deus em Jerusalém – Peregrinações e Migrações” (2024), assim como várias obras acerca dos estudos bíblicos e religiosidade popular madeirense.

Em 2006, solicita ao Papa Bento XVI a sua resignação por limite de idade.
A renúncia foi aceite em 2007. É sucedido por António Carrilho.
Para a histórica fica como o segundo bispo diocesano nascido na Madeira numa lista de 34 bispos diocesanos da Diocese do Funchal.

A 6 de junho de 2008, é agraciado com a ordem de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em reconhecimento dos seus serviços à comunidade.

Teodoro de Faria falece no Funchal a 23 de agosto de 2025, um dia antes de completar 95 anos.
É uma das figuras mais proeminentes da Igreja Católica portuguesa contemporânea, distinguindo-se pelo longo e dedicado ministério episcopal na Diocese do Funchal, bem como pela reconhecida erudição nas ciências bíblicas.

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