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Apresentados

Jerónimo Dias Leite

O primeiro a escrever acerca da Madeira Jerónimo Dias Leite nasce na Madeira, em 1530, filho de Gaspar Dias, alfaiate, e de Isabel Fernandes. Batizado a 14 de março de 1540, vem a falecer em 1598, em lugar não conhecido. É irmão de Gaspar Leite, advogado que estudou em Coimbra, entre 1578 e 1584, o qual, por constar da lista dos que foram objeto de um imposto – o finto, que recaiu sobre os cristãos novos residentes na Madeira em princípios do século XVII, estabelece para toda a família o estatuto de cristã-nova. Uma vez que não existe a sua imagem em lugar algum, solicitei à IA, mediante os parâmetros conhecidos acerca de Jerónimo Dias Leite, que criasse uma. O que apresentamos é o resultado, desconhecendo-se se é semelhante ou muito diferente. Seja como for, deu o resultado que procurávamos que foi dar vida a tão importante figura da história da ilha da Madeira. Jerónimo Dias Leite, depois dos estudos, integra o clero diocesano.  Em 1573 surgem referências de ser escrivão do cabid...

Nélio Mendonça

O médico, político e dirigente desportivo




Jorge Nélio Praxedes Ferraz de Mendonça nasce no Funchal, a 22 de junho de 1930.
Licencia-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1954. 
Especializa-se em Obstetrícia e Ginecologia, tendo consolidado a sua formação na Maternidade Dr. Alfredo da Costa e no Instituto Português de Oncologia (IPO).
Em 1963, regressa à Madeira. Traz uma sólida experiência clínica adquirida num dos principais centros médicos do país. 

Na década seguinte, afirma-se como uma das grandes referências da medicina madeirense. 
Exerce funções no Hospital Regional do Funchal, dirige serviços ligados à saúde materno-infantil e assume responsabilidades de coordenação hospitalar num período crítico em que a região procura modernizar as suas respostas assistenciais.
É precisamente o seu prestígio técnico e humano que motiva o convite para integrar o 1.º Governo Regional da Madeira. 
A sua intervenção política expande-se além do setor da saúde.
Em 1976, é eleito deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira nas primeiras eleições legislativas regionais. No final desse mesmo ano suspende o mandato para desempenhar as funções de secretário regional dos Assuntos Sociais, cargo a partir do qual promove uma profunda reorganização dos serviços de saúde e segurança social.
Durante o seu mandato, concretiza-se uma das reformas mais emblemáticas e marcantes dos primeiros anos da Autonomia: a criação do Serviço Regional de Saúde. Esta medida é frequentemente apontada como um dos exemplos mais bem-sucedidos de adaptação das políticas públicas às especificidades e necessidades das populações insulares.

Volta a ser eleito deputado regional nas segundas eleições regionais, em 1980, sendo que  o final desse ano deixa o governo. 
Suspende de novo o mandato para ocupar o lugar de deputado à Assembleia da República, para o qual tinha também sido eleito no mesmo ano.
Regressa à política regional para presidir à Assembleia Legislativa da Madeira, entre 1984 e 1994. Lidera os trabalhos parlamentares numa fase crucial de consolidação do regime autonómico.
É presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira de 1984 a 1994.
Em 1994, é eleito eurodeputado, levando para Bruxelas uma experiência política e regional acumulada ao longo de quase duas décadas.
Paralelamente à carreira médica e política, Jorge Nélio Mendonça mantém uma ligação profunda e duradoura ao associativismo desportivo. Desempenha, durante largos anos, funções dirigentes no Clube Desportivo Nacional, emblema ao qual o seu nome ficou perpetuamente ligado.
Preside ao clube alvi-negro de 1973 a 1993.
Nélio Mendonça é um homem reservado, avesso a demonstrações exuberantes, próximo das pessoas e atento às suas necessidades.
 
Pauta-se por uma discrição absoluta. Procura ajudar, muitas vezes de forma anónima, sem nunca divulgar os seus atos ou esperar reconhecimento. 
A correção pessoal e a exigência — tanto consigo próprio como na forma minuciosa como exercia as funções públicas — são as suas marcas identitárias.
No desporto, onde também deixa uma pegada profunda, é recordado como um dirigente que defende os interesses do Nacional com firmeza, mas sem nunca alimentar conflitos desnecessários, o que lhe vale o respeito generalizado dentro e fora do clube.
A nível familiar, a sua presença é igualmente marcante. Embora não seja uma personalidade expansiva, acompanha de perto a vida dos filhos e, mais tarde, dos netos. 
Com o avançar dos anos, torna-se ainda mais afetuoso, revelando uma faceta mais terna que a família recorda com particular carinho.

Entre as inúmeras distinções que recebe em vida e a título póstumo, há a curiosidade do elevado número de madeirenses batizados com o nome de Nélio.
Na realidade, este gesto é uma homenagem direta ao médico que acompanha o nascimento dos seus filhos ou que os apoia em momentos cruciais das suas vidas.
A Nélio Mendonça fica a nota marcante, independentemente do percurso na medicina e fora dela, que é ser um médico que dedica a sua vida a servir os outros.
Faleceu em 2009. 
O facto de o principal hospital público da Região Autónoma da Madeira (Hospital Dr. Nélio Mendonça) ostentar o seu nome constitui um reconhecimento público raro e de enorme significado, traduzindo a memória coletiva de um percurso inteiramente dedicado à construção de um sistema de saúde adaptado à realidade madeirense.



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