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Apresentados

Jerónimo Dias Leite

O primeiro a escrever acerca da Madeira Jerónimo Dias Leite nasce na Madeira, em 1530, filho de Gaspar Dias, alfaiate, e de Isabel Fernandes. Batizado a 14 de março de 1540, vem a falecer em 1598, em lugar não conhecido. É irmão de Gaspar Leite, advogado que estudou em Coimbra, entre 1578 e 1584, o qual, por constar da lista dos que foram objeto de um imposto – o finto, que recaiu sobre os cristãos novos residentes na Madeira em princípios do século XVII, estabelece para toda a família o estatuto de cristã-nova. Uma vez que não existe a sua imagem em lugar algum, solicitei à IA, mediante os parâmetros conhecidos acerca de Jerónimo Dias Leite, que criasse uma. O que apresentamos é o resultado, desconhecendo-se se é semelhante ou muito diferente. Seja como for, deu o resultado que procurávamos que foi dar vida a tão importante figura da história da ilha da Madeira. Jerónimo Dias Leite, depois dos estudos, integra o clero diocesano.  Em 1573 surgem referências de ser escrivão do cabid...

Jorge de Sá

Self-made man


Jorge de Sá nasce no Funchal a 1 de fevereiro de 1933. Viria a falecer a 18 de maio de 2025, com 92 anos de idade, perdendo a Madeira uma grande referência empresarial na Região.

Estuda e completa o Curso Complementar de Comércio, na Escola Industrial e Comercial do Funchal (hoje Escola Secundária Francisco Franco), com 17 anos.

Em 1951, no dia 2 de janeiro, começa a trabalhar no escritório-sede da ‘Manuel Isidoro Gomes & Co.’, especializada em cafés.

Após meio ano na empresa – que viria a adquirir mais tarde – é incumbido de organizar lotes de cafés, responsabilidade que marcaria para sempre a sua vida profissional.

Em 1956, com 22 anos, o espírito empreendedor leva-o a investir no seu próprio negócio. A 6 de janeiro, no Dia de Reis, Jorge de Sá abre a sua primeira loja: a ‘Pérola dos Cafés’, no n.º 71 da Rua Dr. Fernão de Ornelas, no Funchal. Começa com um colaborador, Aldónio Fernandes Bragante.

No ano seguinte, do outro lado da mesma rua - que considera ser a mais comercial da cidade – surge o segundo negócio de comércio, a ‘Pretinha dos Cafés’, uma loja pela qual tem um carinho especial, e, de certo modo, seria a “mãe” do grupo que criaria. Era a Casa Bôto, até então, uma loja de loiça.

Quanto ao nome, Jorge de Sá explica que há uma conjugação de fatores para que assim tenha acontecido. Um deles tem a ver com a origem dos cafés, que são, em grande parte, oriundos de países africanos. O outro reside no facto de uma empregada ser negra, que acabaria por dar grande visibilidade à nova loja.

Três anos depois de a abrir casa com Maria Helena Lopes da Silva Sá (já falecida), de cujo matrimónio nascem três filhos: Jorge Cipriano, Rui e Victor, que viriam a acompanhá-lo no grupo familiar que criou.

Os alicerces de Jorge de Sá assentam no comércio tradicional e em três produtos: arroz, bacalhau e café.

No café, em 1959 cria a ‘Torrefação Insular’, importando o café cru diretamente da origem.

Em 1974 adquire a ‘Lojinha dos Cafés’, na rua da Praia, Funchal, e a ‘Ourivesaria Camões’, na Rua Dr. Fernão de Ornelas, igualmente na capital da ilha da Madeira.

Em 1978 constitui a sociedade ‘J. Sá & Filhos, Lda.’, sendo sócios a família: Jorge Sá, esposa e os filhos.

Já com todo este percurso afirmado, o empresário recebe, em 1981, a Comenda de Mérito Industrial, como reconhecimento do seu trabalho desenvolvido na Região Autónoma da Madeira. A comenda foi atribuída pela Presidente da República, Ramalho Eanes.

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