Avançar para o conteúdo principal

Apresentados

William Edward Clode

O médico amigo dos desprotegidos e das artes William Edward Clode nasce na Quinta Gertrudes, em Santa Luzia, no Funchal, a 13 de setembro de 1900. Viria a falecer em casa, na Quinta Crawford, na capital madeirense, a 3 de outubro de 1980. É filho de Archibald George Clode e de Maria Francelina Crawford do Nascimento. Faz os estudos liceais na Madeira e, a 23 de janeiro de 1919, vai para o Continente estudar Medicina na Universidade de Coimbra. Curiosamente, por ter nacionalidade inglesa e formação anglicana, necessita de um visto oficial para poder viajar para Lisboa.  Em Coimbra participa no Orfeão Académico e na Tuna Académica, na qual tocava viola.  Associa-se ao 'Centro Académico de Democracia Cristã', fundado em 1901, em Coimbra, para enfrentar o agravamento da questão religiosa levantada pelo Governo de Hintze Ribeiro.  Funda, a 10 de maio de 1923, o 'Lactário de Nossa Senhora', integrado na 'Conferência de São Vicente de Paulo' da 'Faculdade de Medic...

Amândio Sousa

O escultor diretor do Museu Quinta das Cruzes


Amândio Sousa nasce no Funchal em 1934, cidade onde vem a falecer a 4 de setembro de 2021.
Depois dos estudos liceais, estuda Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde se licencia.
É aluno de Barata Feyo e de Lagoa Henriques, obtendo a nota de 20 valores. 
Tal como os elementos do grupo 'Os Quatro Vintes' (Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues), com quem convive mantendo uma relação de amizade.
Em 1961, participa na 24.ª Missão Estética de Férias em Beja, orientada pelo Prof. Armando de Lucena. Três anos depois, abre a 'Galeria de Artes Decorativas Tempo'. Um projeto em coautoria com o arquiteto Rui Goes Ferreira, onde realiza mostras de arte contemporânea.
Entre 1976 e 1978, é assessor para os Assuntos Culturais. 
E, em 1977, é nomeado diretor do 'Museu das Cruzes', cargo que exerce até 2001. 
Participa em exposições individuais e coletivas. Em 2008, está presente na mostra coletiva 'Horizonte Móvel' e, em 2016, nas as exposições 'Derivações' e 'Paralelamente', esta última em colaboração com Jorge Pinheiro no 'MUDAS.Museu', na Calheta.

Amândio Sousa é autor de uma vasta obra pública. Destaque para a escultura comemorativa do 1.º jogo de futebol realizado na Madeira, Camacha, para a 'Trilogia dos Poderes', Assembleia Legislativa da Madeira (1990), para a 'Justiça', no Tribunal da Ponta do Sol(1994) e para a 'Escultura comemorativa dos 500 anos da fundação do concelho da Ponta do Sol' (2001).
A escultura comemorativa dos 600 Anos da descoberta do arquipélago da Madeira, inaugurada a 1 de julho de 2020, Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, é da autoria do escultor Amândio de Sousa. Está localizada na Rotunda Harvey Foster, à entrada do Porto do Funchal.
É, por três vezes, distinguido com o 'prémio Secil' para escultura.
Na arquitetura, destaque para as colaborações com arqruiteto Chorão Ramalho resultando na conceção do sacrário para a igreja do Imaculado Coração de Maria e o relevo em betão para a entrada oeste do edifício do Centro de Segurança Social da Madeira (1970), no Funchal.
Concebe ainda mobiliário litúrgico para a Igreja do Carmo, Câmara de Lobos, da autoria do arquiteto Marcelo Costa.

Comentários

Mensagens populares