O escultor diretor do Museu Quinta das Cruzes
Amândio Sousa nasce no Funchal em 1934, cidade onde vem a falecer a 4 de setembro de 2021.
Depois dos estudos liceais, estuda Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde se licencia.
É aluno de Barata Feyo e de Lagoa Henriques, obtendo a nota de 20 valores.
Tal como os elementos do grupo 'Os Quatro Vintes' (Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues), com quem convive mantendo uma relação de amizade.
Em 1961, participa na 24.ª Missão Estética de Férias em Beja, orientada pelo Prof. Armando de Lucena. Três anos depois, abre a 'Galeria de Artes Decorativas Tempo'. Um projeto em coautoria com o arquiteto Rui Goes Ferreira, onde realiza mostras de arte contemporânea.
Entre 1976 e 1978, é assessor para os Assuntos Culturais.
E, em 1977, é nomeado diretor do 'Museu das Cruzes', cargo que exerce até 2001.
Participa em exposições individuais e coletivas. Em 2008, está presente na mostra coletiva 'Horizonte Móvel' e, em 2016, nas as exposições 'Derivações' e 'Paralelamente', esta última em colaboração com Jorge Pinheiro no 'MUDAS.Museu', na Calheta.
Amândio Sousa é autor de uma vasta obra pública. Destaque para a escultura comemorativa do 1.º jogo de futebol realizado na Madeira, Camacha, para a 'Trilogia dos Poderes', Assembleia Legislativa da Madeira (1990), para a 'Justiça', no Tribunal da Ponta do Sol(1994) e para a 'Escultura comemorativa dos 500 anos da fundação do concelho da Ponta do Sol' (2001).
A escultura comemorativa dos 600 Anos da descoberta do arquipélago da Madeira, inaugurada a 1 de julho de 2020, Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, é da autoria do escultor Amândio de Sousa. Está localizada na Rotunda Harvey Foster, à entrada do Porto do Funchal.
É, por três vezes, distinguido com o 'prémio Secil' para escultura.
Na arquitetura, destaque para as colaborações com arqruiteto Chorão Ramalho resultando na conceção do sacrário para a igreja do Imaculado Coração de Maria e o relevo em betão para a entrada oeste do edifício do Centro de Segurança Social da Madeira (1970), no Funchal.
Concebe ainda mobiliário litúrgico para a Igreja do Carmo, Câmara de Lobos, da autoria do arquiteto Marcelo Costa.
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