Avançar para o conteúdo principal

Apresentados

Adolfo de Sousa Brazão

O médico político que quis um Funchal melhor Adolfo de Sousa Brazão nasce no sítio das Ginjas, em São Vicente, no norte da ilha da Madeira, a 23 de fevereiro de 1890. Estamos ainda durante a monarquia constitucional. É filho de Daniel de Sousa Brazão e de Luísa Cândida de Oliveira de Sousa Brazão. A família Brazão tem uma presença antiga naquela localidade, sendo que existem diversos ramos da família na Madeira, incluindo os Sousa Brazão. Adolfo de Sousa Brazão encontra-se entre os descendentes de uma das antigas linhagens Brazão radicadas na ilha. Faz os estudos liceais no Funchal e depois ruma ao Continente para se licenciar em Medicina. Tem 20 anos quando ocorre a implantação da República, em 1910. Médico de profissão, exerce também funções ligadas à saúde pública, tendo sido identificado como Inspetor de Saúde. Participa no ensino, integrando o corpo docente da Escola Primária Superior do Funchal, estabelecimento criado no período republicano, onde leciona Ciências Naturais e Matem...

Luís Vicente de Afonseca

Uma fotografia imaginária do que terá sido Luís Vicente de Afonseca

Luís Vicente de Afonseca
nasce da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, na Madeira, no dia 11 de junho de 1803.
Depois dos estudos liceais, segue para o Continente para cursar Medicina na Universidade de Coimbra, de onde sai como Bacharel.
De regresso à Madeira exerce clínica, com proficiência, gozando de um alto prestígio e reputação.

No entanto, evidencia-se como político.
Faz parte do chamado grupo dos amigos de D. Pedro, apoiantes da Carta Constitucional. Tem consigo nomes como Lourenço José Moniz e Sérvulo Drumond de Meneses.
Posteriormente, integra o Partido Cartista. 
Dissolvidas as Cortes, a 25 de fevereiro de 1840, e convocadas as assembleias eleitorais, em finais de abril, Luís Vicente de Afonseca é eleito deputado pela Madeira.
É reeleito em junho de 1842 e torna-se a ponte da Madeira com o Continente, como acontece, a 3 de janeiro de 1843, com o intuito de apoiar a propósito dos terríveis estragos da aluvião de 24 de outubro de 1842.

Posteriormente, com os mesmos companheiros de 1840, Luís Vicente de Afonseca passa para o Partido Reformista, conhecido por popular, por estar ligado ao jornal 'O popular'.
É eleito continuamente, mesmo quando o partido esteve na oposição.
Por lá fica durante 34 anos, um feito notável, sem par, até ao início do séc. XXI.
Como deputado, representa a Madeira no Parlamento, 10 vezes.

Luís Vicente de Afonseca é conhecido pela austeridade de caráter, uma comprovada abnegação e o desinteresse com que sempre trata as questões da Madeira no Parlamento.

É um homem culto e de inteligência superior, dotando-o do maior prestígio entre todas as camadas sociais.
A sua longa carreira política, serve-lhe apenas para defender, com abnegação, os interesses da sua terra.
Não obstante, o seu trabalho não é fácil, levando-o a grandes lutas contra inimigos políticos, que não hesitam em deturpar as suas nobres e puras intenções, sofrendo vexames e ultrajes.

Esteve algum tempo no Brasil, onde estuda a cultura do café. Ali nasce um filho seu, Lon de Afonseca, poeta e jornalista.
Na legislatura de 1852-1854, defende no Parlamento nacional a excelência do café da Madeira que, em 1876, na Madalena do Mar, tem já certa importância, pela sua excelente qualidade e agradabilíssimo sabor, chegando à conclusão de que ele rivaliza com o de Moca, tendo enviado algumas amostras para Londres onde é classificado, pelos cientistas britânicos, como o melhor do mundo.

Leva uma vida austera, simples e modesta, pelo passa dificuldades económicas em Lisboa.
E depois de uma vida de lutas, com 75 anos, pobre e na obscuridade, Luís Vicente de Afonseca vem a falecer em Lisboa, em dezembro de 1878.

Comentários

Mensagens populares