Sérgio Borges
O cantor que conquistou o país
Sérgio Justo Camacho Borges nasce no Funchal, Madeira, a 18 de outubro de 1943, cidade onde viria a falecer, com 68 anos, a 17 de dezembro de 2011.
Estuda no Funchal. E é precisamente nesse período que a sua vida artística desperta, com o Liceu Jaime Moniz a vê-lo cantar em festas. Divide, assim, o seu tempo entre festas liceais e os palcos locais.
Entretanto, em 1964, surge no na capital madeirense o 'Conjunto Académico João Paulo' (CAJP). Inicialmente com João Paulo Agrela e Carlos Alberto Gomes. Em pouco tempo, passam a três com a entrada, para a bateria, de Bruno Brazão.
Algum tempo depois, a banda é reajustada com José Gualberto, para a bateria, Bruno Brazão passa para o contrabaixo.O nascimento do CAJP coincide com o início dos serões da Mocidade Portuguesa, sessões artísticas que constituem uma rampa de lançamento de novos artistas madeirenses. Realizam-se, alternadamente, no Liceu de Jaime Moniz (atual Escola Secundária Jaime Moniz) e na Escola Industrial e Comercial do Funchal (atual Escola Secundária Francisco Franco).
Por aquelas alturas, Sérgio Borges faz a sua estreia como cantor nos serões. Chega a ser coroado Rei dos Serões da Mocidade Portuguesa e da Estação Rádio da Madeira.
Começa a cantar sozinho, com vários conjuntos, como o de João Paulo, o de Gabriel Cardoso e o de Jorge Velosa. Contudo, ganha relevo quando é convidado a integrar, como vocalista, o conjunto de Tony Amaral Sénior, no 'Reid’s Hotel', no Funchal.
Além dos serões, Sérgio Borges e o Conjunto João Paulo participam em numerosas récitas no Liceu, em sessões de variedades e espetáculos de finalistas no 'Teatro Municipal do Funchal'. Estão presentes, igualmente, em outros concertos, no 'Ateneu Comercial do Funchal', em atuações ao vivo na rádio, na 'Estação Rádio da Madeira' e no 'Posto Emissor do Funchal', e ainda em casamentos, pese embora não queiram ser um conjunto de baile.
A participação na quermesse na Quinta Vigia, organizada pelo 'Clube Desportivo Nacional', entre 1962 e 1964, e, mais tarde, na Feira do Marítimo, no Campo Almirante Reis, organizada pelo 'Club Sport Marítimo', entre1963 a 1965, dá um importante impulso à banda.
Sérgio Borges escolhe o Conjunto João Paulo - considerada a melhor banda madeirense - para o acompanhar nesses eventos.
A banda inclui sete elementos: Sérgio Borges (voz), João Paulo (piano e, mais tarde, também órgão), Carlos Alberto (viola elétrica-solo), José Gualberto (bateria), Bruno Brazão (contrabaixo) e mais dois novos membros, Rui Brazão (viola-ritmo), e António Ascensão (animador e mímico).
Em outubro de 1963, Bruno Brazão, sai para estudar Engenharia em Lisboa. Entra para o seu lugar Ângelo Moura, que integra outro conjunto, os 'Caloiros do Ritmo'. Com a sua entrada, é introduzido a viola-baixo, no lugar do contrabaixo.
É com esta nova equipa que a banda se apresenta, pela primeira vez, no Continente. Estamos em 1964.
O 'Conjunto Académico de João Paulo' vence a finalíssima de um concurso 'Yé-Yé', como então se designava, intitulado 'Caravana em férias'.
O primeiro prémio é uma deslocação a Lisboa em setembro daquele ano, para concertos nos teatros 'Monumental' e 'Politeama' e uma participação no programa 'TV Clube', na 'RTP'.
Com o apresentador Henrique Mendes como padrinho, que conhece o grupo na quermesse do Nacional, e pelo futuro empresário Farinha, obtém grande sucesso. Culmina com a gravação do primeiro EP (com duas faixas de cada lado do disco).
Individualmente, Sérgio Borges obtém vários êxitos.
Em 1965 e 1966, mantém-se nos cinco primeiros lugares da votação para o concurso 'O Rei da Rádio', organizado pela revista 'Plateia'.
Em 1966, é distinguido com o Prémio Casa da Imprensa para o 'Melhor Cançonetista de Música Ligeira', ex-aequo com Madalena Iglésias.
No mesmo ano, fica em 2.º lugar na segunda edição do 'Festival RTP da Canção', com o tema ‘Nunca Direi Adeus’, tendo alguns elementos do conjunto integrado a orquestra que o acompanha.
No mesmo ano, fica em 2.º lugar na segunda edição do 'Festival RTP da Canção', com o tema ‘Nunca Direi Adeus’, tendo alguns elementos do conjunto integrado a orquestra que o acompanha.
Ainda em 1965, o Conjunto Académico João Paulo recebe o prémio atribuído pela Casa da Imprensa ao Melhor Conjunto Português de 1964 – 'Prémio Revelação'.
O sucesso prossegue em 1966, com múltiplos concertos da banda, digressões por todo o Continente e África, e a gravação de mais dois EPs e de um LP (long playing).
O sucesso prossegue em 1966, com múltiplos concertos da banda, digressões por todo o Continente e África, e a gravação de mais dois EPs e de um LP (long playing).
Concluída a comissão militar dos elementos da banda, nos finais de 1969 é apresentado o novo e ambicioso projeto do 'Conjunto João Paulo', intitulado 'João Paulo 70'.
Em 1970, faz a grande grande "estreia" no 'Teatro Monumental', em Lisboa.
Seguem-se múltiplas atuações no Continente, uma digressão aos Açores e aos Estados Unidos da América, à cidade de Massachusetts, e ao Canadá, a Toronto.
Sérgio Borges vence novo prémio, o galardão da 'WTEV' – canal 6 – para o 'Artista Mais Popular' de 1970, no âmbito do programa 'Passaporte para Portugal', da estação de televisão norte-americana, dirigida às comunidades portuguesas.
No final desse ano, o projeto 'João Paulo 70' esfuma-se. Sai a cantora, o baterista e o saxofonista. Entra o novo baterista, o madeirense José Carlos Martins, ex-membro da banda 'Os Dinâmicos', num formato de quinteto.
Em maio de 1970, Sérgio Borges faz história no 'VII Grande Prémio TV da Canção'. Torna-se o primeiro artista madeirense a vencer o 'Festival RTP da Canção' com o tema 'Onde Vais Rio Que Eu Canto', com letra de Joaquim Pedro Gonçalves e música de Nóbrega e Sousa.
Contudo, acaba por ser prejudicado pelo protesto da RTP, que opta pelo boicote à 'Eurovisão'.
Desta forma, fica impossibilitado de chegar ao certame internacional europeu.
A decisão de Portugal em retirar-se resulta de uma reação à polémica edição do ano anterior, realizada em Madrid, Espanha, num ano em que há um empate inédito entre quatro países (Espanha, Reino Unido, Países Baixos e França). A questão é que existe regra de desempate. Daí surgem duras críticas ao sistema de votação, sendo que adecisão nacional é acompanhada por mais países.
Em 1987, assume as funções de diretor artístico do 'Casino da Madeira' e o hotel. Acumula-as com as de cantor residente, acompanhado, numa primeira fase, pelo 'Conjunto de Tony Amaral' e, numa segunda fase, por Paulo Ferraz (teclados), em duo e quarteto.
Naquele ano, o 'Conjunto Académico de João Paulo' é homenageado, na edição de 1987 da 'Festa da Juventude', realizada no Funchal, com a presença da totalidade dos músicos do sexteto clássico
Em 1994, Sérgio Borges é distinguido com a 'Estrelícia Dourada', galardão atribuído pelo Governo Regional, pelos relevantes serviços prestados em prol do turismo da Região.
Em meados dos anos 90, atua, em duo, com Paulo Ferraz, na 'Feira Internacional de Turismo de Lisboa', representando o Grupo Pestana e a Região Autónoma da Madeira.
Em 2003, entra pela última vez em estúdio para gravar o CD 'Sérgio Borges 40 anos a cantar', editado em agosto desse ano, com 11 canções. Inclui temas clássicos da carreira do cantor e do 'Conjunto João Paulo', e mais quatro originais, com a colaboração de Paulo Ferraz na composição, letras de Maria Aurora e de Bernardete Falcão e a participação especial da fadista Rosa Madeira na canção ‘Desencontro’. Paulo Ferraz é ainda o responsável pela produção musical do CD e pelos arranjos, neste caso coadjuvado por Duarte Nuno Andrade.
Na globalidade da sua carreira, Sérgio Borges edita 70 canções como vocalista, das quais 26 são da sua autoria (música e/ou letra), em 13 EPs, 4 singles, um LP e um CD.
Em setembro de 2003, tem lugar um grande espetáculo comemorativo dos 40 anos de carreira de Sérgio Borges, dinamizado pelo filho, Daniel Borges, e realizado no 'Centro de Congressos do Casino da Madeira'. Tem lotação esgotada e conta com a presença dos antigos companheiros João Paulo, Carlos Alberto, Ângelo Moura e Bruno Brazão.
Seguem-se variadas homenagens e galardões atribuídos a Sérgio Borges, como justo reconhecimento pela obra que deixa.
Em 2005, Sérgio Borges é galardoado com o 'Prémio da Cultura', atribuído pelo Governo Regional.
Em 2010, 2011 (ainda em vida) e 2012 (a título póstumo), o cantor é homenageado em três espetáculos realizados, respetivamente, no 'Teatro Municipal do Funchal', no 'Centro de Congressos do Casino da Madeira' e durante as festas de São Vicente, por iniciativa de Daniel Borges, envolvendo a participação da filha mais jovem de Sérgio Borges, Sarah Borges, como vocalista.
A 10 de junho de 2012, é condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Mérito, recebendo a nobre distinção o filho Daniel Borges, pelas mãos do Representante da República na Madeira, por delegação do Presidente da República.
No entanto, o seu legado continua vivo.
Desta forma, fica impossibilitado de chegar ao certame internacional europeu.
A decisão de Portugal em retirar-se resulta de uma reação à polémica edição do ano anterior, realizada em Madrid, Espanha, num ano em que há um empate inédito entre quatro países (Espanha, Reino Unido, Países Baixos e França). A questão é que existe regra de desempate. Daí surgem duras críticas ao sistema de votação, sendo que adecisão nacional é acompanhada por mais países.
Mesmo sem a 'Eurovisão', em 1970 corre bem. Além do EP, com o tema vencedor do festival, Sérgio Borges grava versões de 'A Voz do Chão' (interpretada por Rute) e 'Velho Sonho' (de Artur Rodrigues), além do single 'Canção de Madrugar' (2.º classificado no festival, interpretado por Duarte Mendes).
No mesmo ano, vai ao Japão representar Portugal no 'World Popular Song Festival', em Tóquio, organizado pela 'Yamaha Foundation for Music Education'. É acompanhado pela 'Orquestra Sinfónica de Tóquio'.
A carreira de Sérgio Borges e do 'Conjunto João Paulo' nos palcos do Continente termina de forma inesperada e definitivamente quando, no final de 1971, o grupo decide regressar às origens.
Entre 1971 a 1979, Sérgio Borges, como vocalista e diretor artístico, e os três restantes sobreviventes do sexteto clássico, João Paulo, Carlos Alberto e Ângelo Moura, direcionam as suas músicas para a dança.
Mas, os dias da banda estão perto do fim. João Paulo regressa ao Continente e Ângelo Moura permanece no Reid’s.
Depois disso, apenas Sérgio Borges e Carlos Alberto continuam a carreira como músicos profissionais.
Sérgio Borges mantém-se ativo durante décadas.
A partir de 1980, tal como Carlos Alberto, é presença regular no 'Casino da Madeira' e no 'Casino Park Hotel', com quem têm contrato de exclusividade. Além de cantar, assume ainda o papel de embaixador informal da cultura regional perante o público estrangeiro, papel que desempenha com nobreza e forma de estar que tão bem o carateriza.
A partir de meados dos anos 80, colabora com o músico e produtor musical madeirense Paulo Ferraz. É um novo impulso à carreira.
Sérgio Borges reedita, 14 anos depois, o êxito nos palcos do Continente.
Em novembro de 1985, participa em vários espetáculos no 'Casino Estoril', integrado na Semana da Madeira, que decorre entre os dias oito e 17 de novembro, numa iniciativa que conta com o apoio da Casa da Madeira em Lisboa e do Governo Regional.
No ano seguinte, apresenta-se pela terceira e última vez no 'Grande Prémio TV da Canção' promovido pela RTP. Canta, no 'Casino da Madeira', a canção ‘Quebrar a Distância’, um original de Sérgio Borges (letra) e de Paulo Ferraz (música), depois editado em single, com execução instrumental e direção musical de Paulo Ferraz, e participação do músico madeirense convidado Luís Filipe.
No ano seguinte, apresenta-se pela terceira e última vez no 'Grande Prémio TV da Canção' promovido pela RTP. Canta, no 'Casino da Madeira', a canção ‘Quebrar a Distância’, um original de Sérgio Borges (letra) e de Paulo Ferraz (música), depois editado em single, com execução instrumental e direção musical de Paulo Ferraz, e participação do músico madeirense convidado Luís Filipe.
Em 1987, assume as funções de diretor artístico do 'Casino da Madeira' e o hotel. Acumula-as com as de cantor residente, acompanhado, numa primeira fase, pelo 'Conjunto de Tony Amaral' e, numa segunda fase, por Paulo Ferraz (teclados), em duo e quarteto.
É de evidenciar a experiência com que anima, na companhia da cantora Sian Lesley e do trio de Paulo Ferraz, com o show internacional do 'Casino da Madeira'.
Em 1987, Sérgio Borges volta ao 'Teatro Municipal do Funchal'. É, novamente, o cabeça de cartaz, por vezes em dueto, numa série de espetáculos realizados sob o título 'Isto é Madeira', sob a égide da Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Participam Paulo Ferraz, as vocalistas Sian Lesley e Rosa Madeira, e o grupo de bailarinas do Casino, com cenários de Nini Andrade.
São apresentados originais criados em conjunto por Sérgio Borges e Paulo Ferraz, para os espetáculos, alguns dos quais integrados no CD gravado em 2003.
Em 1987, Sérgio Borges volta ao 'Teatro Municipal do Funchal'. É, novamente, o cabeça de cartaz, por vezes em dueto, numa série de espetáculos realizados sob o título 'Isto é Madeira', sob a égide da Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Participam Paulo Ferraz, as vocalistas Sian Lesley e Rosa Madeira, e o grupo de bailarinas do Casino, com cenários de Nini Andrade.
São apresentados originais criados em conjunto por Sérgio Borges e Paulo Ferraz, para os espetáculos, alguns dos quais integrados no CD gravado em 2003.
Naquele ano, o 'Conjunto Académico de João Paulo' é homenageado, na edição de 1987 da 'Festa da Juventude', realizada no Funchal, com a presença da totalidade dos músicos do sexteto clássico
Em 1994, Sérgio Borges é distinguido com a 'Estrelícia Dourada', galardão atribuído pelo Governo Regional, pelos relevantes serviços prestados em prol do turismo da Região.
Em meados dos anos 90, atua, em duo, com Paulo Ferraz, na 'Feira Internacional de Turismo de Lisboa', representando o Grupo Pestana e a Região Autónoma da Madeira.
Em 2003, entra pela última vez em estúdio para gravar o CD 'Sérgio Borges 40 anos a cantar', editado em agosto desse ano, com 11 canções. Inclui temas clássicos da carreira do cantor e do 'Conjunto João Paulo', e mais quatro originais, com a colaboração de Paulo Ferraz na composição, letras de Maria Aurora e de Bernardete Falcão e a participação especial da fadista Rosa Madeira na canção ‘Desencontro’. Paulo Ferraz é ainda o responsável pela produção musical do CD e pelos arranjos, neste caso coadjuvado por Duarte Nuno Andrade.
Na globalidade da sua carreira, Sérgio Borges edita 70 canções como vocalista, das quais 26 são da sua autoria (música e/ou letra), em 13 EPs, 4 singles, um LP e um CD.
Em setembro de 2003, tem lugar um grande espetáculo comemorativo dos 40 anos de carreira de Sérgio Borges, dinamizado pelo filho, Daniel Borges, e realizado no 'Centro de Congressos do Casino da Madeira'. Tem lotação esgotada e conta com a presença dos antigos companheiros João Paulo, Carlos Alberto, Ângelo Moura e Bruno Brazão.
A primeira parte do concerto é preenchida pelo grupo madeirense de Jazz 'Oficina', que interpreta temas como a ‘Canção de Madrugar’, em homenagem a Sérgio Borges.
Na segunda parte, o próprio cantor é o protagonista. Revisita velhos e novos temas da sua história, com produção, direção musical e arranjos de Paulo Ferraz.
Em comovente duo com Jorge Borges, seu irmão, ao piano, cantou ‘Em Silêncio’, um original de Jorge Borges, com letra de Natércia Petim.
Pouco depois, em 2004, um AVC põe fim prematuro à sua carreira.
Seguem-se variadas homenagens e galardões atribuídos a Sérgio Borges, como justo reconhecimento pela obra que deixa.
Em 2005, Sérgio Borges é galardoado com o 'Prémio da Cultura', atribuído pelo Governo Regional.
Em 2010, 2011 (ainda em vida) e 2012 (a título póstumo), o cantor é homenageado em três espetáculos realizados, respetivamente, no 'Teatro Municipal do Funchal', no 'Centro de Congressos do Casino da Madeira' e durante as festas de São Vicente, por iniciativa de Daniel Borges, envolvendo a participação da filha mais jovem de Sérgio Borges, Sarah Borges, como vocalista.
A 10 de junho de 2012, é condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Mérito, recebendo a nobre distinção o filho Daniel Borges, pelas mãos do Representante da República na Madeira, por delegação do Presidente da República.
Ainda nesse ano, a cinco de julho, é homenageado pela Câmara Municipal do Funchal, durante a 13ª edição do 'Festival Funchal Jazz'.
A 21 de agosto de 2012, no dia da cidade, a Câmara Municipal do Funchal atribui a Sérgio Borges a 'Medalha de Ouro de Mérito'.
Sérgio Borges falece a 17 de dezembro de 2011, no Funchal, sendo recordado ao lado de vultos como Max na história da música madeirense.A 21 de agosto de 2012, no dia da cidade, a Câmara Municipal do Funchal atribui a Sérgio Borges a 'Medalha de Ouro de Mérito'.
No entanto, o seu legado continua vivo.
Em 2025, no concerto dos '50 anos da Autonomia da Madeira', a sua filha, Sarah Borges, interpreta 'Onde Vais Rio Que Eu Canto', em uma homenagem coletiva.

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