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Apresentados

Alberto João Jardim

O presidente que tira a Madeira da escuridade Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim nasce em Santa Luzia, no Funchal, a 4 de fevereiro de 1943, no seio de uma família de classe média. Filho único de Alberto Gonçalves Jardim e Marceliana do Patrocínio de Jesus Cardoso, perde o pai aos 11 anos.  Durante a juventude tem contacto com organizações do Estado Novo, nomeadamente a 'Mocidade Portuguesa', uma instituição obrigatória para os jovens portugueses, criada pelo regime em 193. O objetivo passa por incutir nos jovens os ideais do regime, como o patriotismo, a ordem e a disciplina, e prepará-los, no caso dos rapazes, para o serviço militar. Faz os estudos liceais no Funchal.  Em 1961, aos 18 anos,  Alberto João Jardim  profere um discurso público no aniversário de António de Oliveira Salazar. Nesse mesmo ano parte para Lisboa, para frequentar o curso de Direito. Sem pressa, conclui a formação na Universidade de Coimbra, em 1973. Durante o tempo na faculdade, envolve...

Jorge Domingos Jesus

O homem das contas certas


Jorge Domingos de Jesus nasce na freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, a 6 de julho de 1931. É o primeiro de 11 irmãos. Vem a falecer a 1 de janeiro de 2026.
Cedo o jovem Jorge é forçado a crescer sem tempo para a transição da infância. 
Aos 12 anos, quando a maioria dos rapazes apenas sonha com o futuro, ele olhou para as dificuldades da sua casa, para o desemprego do pai e para o declínio da mercearia da família, e tomou uma decisão de uma maturidade avassaladora: pediu para trabalhar.
Uma semana antes de completar 13 anos, Jorge Jesus entrava no mercado de trabalho. 
Começa como praticante de escritório por um salário simbólico.
O trabalho diurno conciliava-se com o estudo noturno na Escola Industrial e Comercial do Funchal. Sai do escritório e desce a Rochinha a correr para chegar a tempo das aulas. Muitas vezes, vão até à meia-noite, de segunda-feira a sábado. 
Assume o papel de "chefe dos irmãos".
Organiza a casa, salda as dívidas da família com o que ganha. Mais tarde, através de um sistema próprio, assegura que todos os irmãos que queiram estudar além da 4.ª classe tenham os meios para o fazer. Jorge adia os seus sonhos e a constituição da sua própria família até ter a certeza de que a sua missão de irmão mais velho está cumprida.

Conclui o Curso Complementar de Comércio na Escola Industrial e Comercial António Augusto de Aguiar.
O jovem que preferiu ganhar menos na Papelaria Condessa só pelo prazer e ambição de "mexer em papéis e faturas" , transforma-se no aluno mais brilhante do curso comercial. 
Em 1948, ingressa na empresa João Teixeira dos Santos, Lda., e inicia a carreira que pretende trilhar. Nesse ano, começa a exercer Contabilidade em nome individual, com duas escritas.
Tem o condão de sempre transformar as oportunidades em enriquecimento do seu conhecimento e crescimento profissional.
Em 1955, liga-se ao setor da panificação ao tornar-se Guarda-Livros da União dos Industriais de Panificação, Lda., setor ao qual se manteve próximo mesmo depois de se estabelecer por conta própria. Permanece nessa empresa até que alguns dos sócios o propuseram para responsável pela escrituração e contabilidade da Sociedade Mercantil Insular, Lda., trabalho que inicia em 1957.
A sua carteira de clientes próprios cresce com os contatos adquiridos neste meio empresarial. 
Em 1963, a publicação do decreto-lei do Código da Contribuição Industrial permiti-lhe transitar para o regime livre na U.I.P., que cria a figura do técnico de contas, lugar que ocupa até às mudanças impostas pela Revolução de Abril de 1974, que puseram termo a esta associação.
Em 1982, é sócio da E.P.D.M. (Empresa de Processamento de Dados da Madeira, Lda.), que integra, para além de si próprio em nome individual, a Empresa Previsão.
Em 1993, constitui a ECAM – Empresa de Consultoria e Assessoria Empresarial da Madeira, Lda., que desde então tem desenvolvido a sua atividade na prestação de serviços de contabilidade e assessoria a empresas na Região.
É membro da APOTEC – Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade desde 1977.
No campo cívico e social, integra os órgãos sociais de diversos clubes e associações, sendo dirigente e tesoureiro do Futebol Clube Bom Sucesso (1954-1958); membro da direção do Clube Naval do Funchal (1980) e sócio do Clube Futebol União desde a década de 1950.
Integra as associações de pais das escolas onde estudaram os seus filhos, nomeadamente a Associação de Pais do Colégio Salesiano, motivo que o leva a integrar o grupo de pais de alunos que se mobilizou para criar uma escola de orientação religiosa de ensino secundário, que viria a ser a APEL.
Torna-se membro da Academia do Bacalhau, tendo sido entronizado pelo núcleo da Madeira por ocasião do congresso internacional realizado em Joanesburgo em 2009.
É associado da Associação de Socorros Mútuos 4 de Setembro de 1862.

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