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Apresentados

Jerónimo Dias Leite

O primeiro a escrever acerca da Madeira Jerónimo Dias Leite nasce na Madeira, em 1530, filho de Gaspar Dias, alfaiate, e de Isabel Fernandes. Batizado a 14 de março de 1540, vem a falecer em 1598, em lugar não conhecido. É irmão de Gaspar Leite, advogado que estudou em Coimbra, entre 1578 e 1584, o qual, por constar da lista dos que foram objeto de um imposto – o finto, que recaiu sobre os cristãos novos residentes na Madeira em princípios do século XVII, estabelece para toda a família o estatuto de cristã-nova. Uma vez que não existe a sua imagem em lugar algum, solicitei à IA, mediante os parâmetros conhecidos acerca de Jerónimo Dias Leite, que criasse uma. O que apresentamos é o resultado, desconhecendo-se se é semelhante ou muito diferente. Seja como for, deu o resultado que procurávamos que foi dar vida a tão importante figura da história da ilha da Madeira. Jerónimo Dias Leite, depois dos estudos, integra o clero diocesano.  Em 1573 surgem referências de ser escrivão do cabid...

Jorge Domingos Jesus

O homem das contas certas


Jorge Domingos de Jesus nasce na freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, a 6 de julho de 1931. É o primeiro de 11 irmãos. Vem a falecer a 1 de janeiro de 2026.
Cedo o jovem Jorge é forçado a crescer sem tempo para a transição da infância. 
Aos 12 anos, quando a maioria dos rapazes apenas sonha com o futuro, ele olhou para as dificuldades da sua casa, para o desemprego do pai e para o declínio da mercearia da família, e tomou uma decisão de uma maturidade avassaladora: pediu para trabalhar.
Uma semana antes de completar 13 anos, Jorge Jesus entrava no mercado de trabalho. 
Começa como praticante de escritório por um salário simbólico.
O trabalho diurno conciliava-se com o estudo noturno na Escola Industrial e Comercial do Funchal. Sai do escritório e desce a Rochinha a correr para chegar a tempo das aulas. Muitas vezes, vão até à meia-noite, de segunda-feira a sábado. 
Assume o papel de "chefe dos irmãos".
Organiza a casa, salda as dívidas da família com o que ganha. Mais tarde, através de um sistema próprio, assegura que todos os irmãos que queiram estudar além da 4.ª classe tenham os meios para o fazer. Jorge adia os seus sonhos e a constituição da sua própria família até ter a certeza de que a sua missão de irmão mais velho está cumprida.

Conclui o Curso Complementar de Comércio na Escola Industrial e Comercial António Augusto de Aguiar.
O jovem que preferiu ganhar menos na Papelaria Condessa só pelo prazer e ambição de "mexer em papéis e faturas" , transforma-se no aluno mais brilhante do curso comercial. 
Em 1948, ingressa na empresa João Teixeira dos Santos, Lda., e inicia a carreira que pretende trilhar. Nesse ano, começa a exercer Contabilidade em nome individual, com duas escritas.
Tem o condão de sempre transformar as oportunidades em enriquecimento do seu conhecimento e crescimento profissional.
Em 1955, liga-se ao setor da panificação ao tornar-se Guarda-Livros da União dos Industriais de Panificação, Lda., setor ao qual se manteve próximo mesmo depois de se estabelecer por conta própria. Permanece nessa empresa até que alguns dos sócios o propuseram para responsável pela escrituração e contabilidade da Sociedade Mercantil Insular, Lda., trabalho que inicia em 1957.
A sua carteira de clientes próprios cresce com os contatos adquiridos neste meio empresarial. 
Em 1963, a publicação do decreto-lei do Código da Contribuição Industrial permiti-lhe transitar para o regime livre na U.I.P., que cria a figura do técnico de contas, lugar que ocupa até às mudanças impostas pela Revolução de Abril de 1974, que puseram termo a esta associação.
Em 1982, é sócio da E.P.D.M. (Empresa de Processamento de Dados da Madeira, Lda.), que integra, para além de si próprio em nome individual, a Empresa Previsão.
Em 1993, constitui a ECAM – Empresa de Consultoria e Assessoria Empresarial da Madeira, Lda., que desde então tem desenvolvido a sua atividade na prestação de serviços de contabilidade e assessoria a empresas na Região.
É membro da APOTEC – Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade desde 1977.
No campo cívico e social, integra os órgãos sociais de diversos clubes e associações, sendo dirigente e tesoureiro do Futebol Clube Bom Sucesso (1954-1958); membro da direção do Clube Naval do Funchal (1980) e sócio do Clube Futebol União desde a década de 1950.
Integra as associações de pais das escolas onde estudaram os seus filhos, nomeadamente a Associação de Pais do Colégio Salesiano, motivo que o leva a integrar o grupo de pais de alunos que se mobilizou para criar uma escola de orientação religiosa de ensino secundário, que viria a ser a APEL.
Torna-se membro da Academia do Bacalhau, tendo sido entronizado pelo núcleo da Madeira por ocasião do congresso internacional realizado em Joanesburgo em 2009.
É associado da Associação de Socorros Mútuos 4 de Setembro de 1862.

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