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Apresentados

João Gonçalves Zarco

O descobridor e povoador da Madeira João Gonçalves Zarco nasce no Continente em 1390, em lugar não consensual. Terá sido em Tomar. Viria a falecer com 81 anos no Funchal, a 21 de novembro de 1471. É filho de Gonçalo Esteves Zarco e Beatriz Annes de Santarém. Desde novo que abraça a carreira marítima e comanda caravelas que guardam as costas do Algarve. Antes de se dedicar à exploração marítima,  João Gonçalves Zarco  esteve na conquista de Ceuta, no norte de África, em 1415, sendo nomeado cavaleiro fidalgo da Casa do Infante. Já por terras luas, é o primeiro a se oferecer ao Infante D. Henrique, para o apoiar nas viagens, quando este se lança no caminho das explorações marítimas.  Assim, em 1418, o Infante prepara uma caravela e entrega-a a  João Gonçalves Zarco  e a Tristão Vaz Teixeira com a missão de encontrar terras desconhecidas ou ilhas que já aparecem nos mapas.  Depois de alguns dias de viagem,  João Gonçalves Zarco , e, ao que diz a lend...

António Pereira de Berredo

O governador dos pagementos



António Pereira de Berredo, também referido como António Pereira Lopes de Berredo, é um militar português nascido por volta de1550, no continente português. Não há registo preciso da localidade.

Viria a falecer por 1614. Também é desconhecido onde pereceu.

Sabe-se que, por volta de 1613–1614, é enviado a Marrocos como inspetor das fortificações do norte de África e que, após uma tempestade em que perdeu companheiros, o desgosto terá contribuído para a morte.

Este capitão presta serviço como fronteiro em Tânger, onde está em 1573, quando perde uma vista, sendo depois comendador de Arganil e da Castanheira, na Ordem de Cristo.

É governador da Madeira entre 1591–1595.


O governador António Pereira de Berredo fica cativo em Alcácer Quibir e participa depois na Invencível Armada.

Embora seja um militar experiente, tem grandes problemas com o pessoal do presídio do Funchal, devido às dificuldades de pagamento, a que se acrescentam pequenos problemas com corsários ingleses e franceses.

É filho de António Lopes Homem e de Maria Pereira, sendo o pai figura próxima do secretário Miguel de Moura, que vem depois a integrar o Conselho de Regência e que sucede ao cardeal e arquiduque Alberto de Áustria quando este sai para se tornar governador dos Países Baixos.

Os ascendentes familiares para o surgimento do apelido Berredo são descorrecidos.



António Pereira de Berredo assume o Governo da Madeira a 30 de dezembro de 1590. Toma posse a 21 de agosto do ano seguinte.

Vem para servir ao rei de geral da ilha e superintendente das coisas da guerra.


O processo não corre bem no Funchal, fazendo queixa a Lisboa a 29 de abril de 1592.

Todos os seus haveres são roubados por corsários. Os 2000 cruzados com que é dotado para o Governo não chegam para as despesas.


Na fortaleza, descobre que os soldados do presídio não são pagos há mais de um ano. Para viverem, roubam a população, pelo que pouco lhe obedecem.

Têm cobertura do capitão João Carrião Pardo. Além disso, não ajuda o indiferente desembargador António de Melo, que toma posse a 17 de agosto de 1591 e que desempenha igualmente as funções de provedor da Fazenda.


O governador, que já então não goza de muito boa saúde, o que também se passa com a mulher, Mariana de Portugal, faz chegar a Lisboa o relato da situação do presídio, dos capitães castelhanos e portugueses.

Refere que, em todo o tempo de militar, não há algum que lhe perdesse o respeito e que hoje, sem fundamento, o têm maltratado e que se sente tão desconsiderado, que teme pelo futuro.


António Pereira tem de reformular a Junta Militar criada pelo conde de Lançarote, Agustín de Herrera y Rojas, também chamada sala de Governo, dividindo-a ao meio e só reunindo com dois capitães de cada vez.

Este órgão é formado pelos quatro capitães das ordenanças, para além do comandante da guarnição da fortaleza, nessa altura o capitão Luís de Benevides, dada a saída em finais de 1588, ou princípios de 1589, do capitão Juan de Aranda.


Com os pedidos do governador e os casos da Inquisição, que não devem ter deixado de pesar nas preocupações de Lisboa e Madrid, ou com as alçadas que se deslocam nesses anos à Madeira, volta a tentar colocar em ordem os pagamentos das companhias do presídio do Funchal.


Aparecem a receber, em Lisboa, a condessa da Calheta, Maria de Alencastre, na menoridade do filho, Fernando Martins Mascarenhas, mas que não seria o então bispo do Algarve – que não era menor –, e Rui Dias da Câmara, seu primo por afinidade.

As letras de câmbio são passadas por João de Valdavesso Aldamar para Jerónimo de Aranda, pagador do exército.

No ano seguinte, em 1593, há mandados do capitão-general João da Silva 4.º conde de Portalegre, para Jerónimo de Aranda fazer diversos pagamentos, nomeadamente ao sargento-mor Pedro Borges de Sousa e a António Bocarro.

Nestes anos, há igualmente registo de pagamentos pontuais a diversos soldados que devem ter acabado o seu serviço na Madeira.


O governador António Lopes Pereira de Berredo, como também depois aparece referido, entrega o Governo a 20 de abril de 1595, data em que toma posse o novo governador Diogo de Azambuja de Melo.


António Pereira, que, em 1592, se queixa de falta de saúde e deseja voltar para casa no continente, ainda assume o lugar de capitão de Tânger, em agosto de 1599, substituindo Aires de Saldanha, que é nomeado vice-rei da Índia, lugar que ocupa até setembro de 1605, quando é substituído por Nuno de Mendonça.

Em 1613, é também enviado a Marrocos como inspetor das fortificações e com instruções para reformar parte das mesmas, muito pouco aceite localmente.

É ainda nomeado para a Índia com o governo da parte do Sul, a primeira sucessão do Estado e outras mercês, mas nada aceita.

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