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Apresentados

Henrique Figueira da Silva

O maior banqueiro madeirense do início do séc. XX Henrique Figueira da Silva nasce em 1868, em Demerara, na Guiana, na América do Sul. Viria a falecer em Lisboa, a 5 de abril de 1946. Vem para a Madeira em 1869, depois de sair daquele país a 15 de abril de 1869. Chega ao Funchal a 21 de maio seguinte, no barco inglês 'E. W Cohoon'. Viaja na companhia do pai, madeirense, Luiz Figueira da Silva, da mãe, Maria, e dos irmãos Luiz, Guilhermina e Matilde. Na Madeira vem a nascer o seu irmão mais novo, João Damasceno. Pouco ou nada se sabe da infância e juventude deste homem com um 1,72 m de altura, cabelos grisalhos, sobrancelhas castanhas, olhos azuis e nariz regular. Só começamos a encontrar informação acerca Figueira da Silva em 1898. Nesse ano, funda uma casa bancária na Rua dos Murças. Começa como cambista e evolui para banqueiro reconhecido na praça madeirense.  A sua instituição torna-se a principal casa de crédito do Funchal.  A casa bancária passa a denominar-se, popularme...

Alexandre Mendonça

Vocação precoce para ser sacerdote


Alexandre Mendonça nasce na freguesia de São Pedro, no Funchal, a 19 de Outubro de 1954. Viria a falecer em Caracas, a 13 de outubro de 2021. 
Deixa a Madeira com 12 anos. Vai ter com o pai à Venezuela, que havia emigrado anos antes. Primeiro foi a mãe e o irmão velho. Depois segue com outro irmão. Um outro fica na Madeira com a avó.

por: Paulo Camacho

A guerra de África tem grande influência nesta opção de seguirem para a Venezuela. Acompanha-o na viagem para Caracas o desejo de ser sacerdote.
Pensa voltar à Madeira para estudar no Seminário. No entanto, apercebe-se da situação económica dos pais, que considera não ser nada fácil, e decide ficar e ajudar.
Como todos os rapazes que lá chegam, começa a trabalhar numa padaria.
Muda depois para restaurantes. Chega a ser sócio da padaria e de uma cadeia de supermercados.
Aos 26 anos ingressa no Seminário em Caracas. Com 33 anos é ordenado sacerdote. 
Durante a atividade como pároco, está cerca de 15 anos numa zona bastante difícil da capital venezuelana, Petare, em Campo Rico. Foi capelão da polícia metropolitana.
É ecónomo da Arquidiocese de Caracas, cónego da catedral, diretor da Casa Sacerdotal (dos padres mais idosos) e diretor da Missão Católica Portuguesa. 
Atende todos, não só da comunidade portuguesa, nas três áreas da ação pastoral: nas duas capelas nos dois clubes de Caracas e na sede da Missão Católica.

Além destas atividades, faz rádio e escreve artigos para a imprensa.
O padre Alexandre, como é conhecido, diz que se inser bem na vida da comunidade madeirense. Na que vive bem e na que vive menos bem.
Reconhece que há uma insegurança crescente no país. Por ser padre, diz que pode beneficiar do facto de ter alguma segurança ao saberem que não tem grandes fortunas. No entanto, admite que o aquilo que se passa à sua volta afeta-o da mesma forma que às outras pessoas.

Refere que, em dado momento da sua vida, se pudesse recomeçar, voltaria a seguir o mesmo caminho. 
Talvez, se fosse possível, teria optado pelo seminário na Madeira. 
Mas não gosta de falar de suposições. 
Embora venha com frequência à Madeira todos os anos, como na vez em que conversamos no Funchal, refere que não pensa regressar de vez. Enquanto se sentir útil à comunidade sublinha não ser sensato da sua parte que tome essa opção, embora sublinhe que se sente feliz na Madeira onde sublinha que se fortalece espiritualmente.
“É uma necessidade que tenho”, conclui o padre Alexandre que vem a falecer em Caracas, a 13 de outubro de 2021.

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