Alexandre Mendonça

Vocação sacerdotal


Alexandre Mendonça nasceu a 19 de Outubro de 1954. Deixa a Madeira onde nasceu na freguesia de São Pedro, com 12 anos. Foi ter com o pai à Venezuela, que havia emigrado uns anos antes. Primeiro foi a mãe e o irmão velho. Depois segue com outro irmão. Um outro fica na Madeira com a avó.

por: Paulo Camacho

A guerra de África tem grande influência nesta opção de seguirem para a Venezuela. Acompanha-o na viagem para Caracas o desejo de ser sacerdote.
Pensa voltar à Madeira para estudar no Seminário. No entanto, apercebendo-se da situação económica
dos pais, que considera não ser nada fácil, decide ficar e ajudar na capital venezuelana.
Como todos os rapazes que lá chegam, começa a trabalhar numa padaria.
Trabalha depois em restaurantes. Chega a sócio da padaria e de uma cadeia de supermercados.
Aos 26 anos ingressa no Seminário em Caracas. Com 33 anos é ordenado sacerdote. Durante a atividade como pároco, esteve cerca de 15 anos numa zona bastante difícil da capital, Petare, em Campo Rico. Foi capelão da polícia metropolitana.
É ecónomo da Arquidiocese de Caracas, cónego da catedral, diretor da Casa Sacerdotal (dos padres mais idosos) e diretor da Missão Católica Portuguesa. 
Atende todos, não só a comunidade portuguesa, nas três áreas da ação pastoral. Tem duas capelas nos dois clubes de Caracas e a sede da Missão Católica.

Além destas atividades, faz rádio e artigos de imprensa.
O padre Alexandre, como é conhecido, diz que se insere bem na vida da comunidade madeirense. Na que vive bem e naquela que vive menos bem.
Reconhece que há uma insegurança crescente no País. Por ser padre, diz que pode beneficiar do facto de ter alguma segurança ao saberem que não tem grandes fortunas. No entanto, admite que o que passa à sua volta afeta-o da mesma forma que às outras pessoas.

Hoje, se pudesse recomeçar a sua vida admite que voltaria a seguir o mesmo caminho. Talvez, se fosse
possível, teria optado pelo seminário na Madeira. Mas não gosta de falar de suposições. Embora venha com frequência à Madeira todos os anos, como na vez em que conversamos, diz que, para já não pensa regressar de vez. Enquanto se sentir útil à comunidade sublinha que não seria sensato da sua parte que tomasse essa opção, embora sublinhe que se sente feliz na Madeira onde refere que se fortalece espiritualmente.
“É uma necessidade que tenho”, conclui o padre Alexandre.

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