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Apresentados

Jorge Domingos Jesus

O homem das contas certas Jorge Domingos de Jesus nasce na freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, a 6 de julho de 1931. É o primeiro de 11 irmãos. Vem a falecer a 1 de janeiro de 2026. Cedo o jovem Jorge é forçado a crescer sem tempo para a transição da infância.  Aos 12 anos, quando a maioria dos rapazes apenas sonha com o futuro, ele olhou para as dificuldades da sua casa, para o desemprego do pai e para o declínio da mercearia da família, e tomou uma decisão de uma maturidade avassaladora: pediu para trabalhar. Uma semana antes de completar 13 anos, Jorge Jesus entrava no mercado de trabalho.  Começa como praticante de escritório por um salário simbólico. O trabalho diurno conciliava-se com o estudo noturno na Escola Industrial e Comercial do Funchal. Sai do escritório e desce a Rochinha a correr para chegar a tempo das aulas. Muitas vezes, vão até à meia-noite, de segunda-feira a sábado.  Assume o papel de "chefe dos irmãos". Organiza a casa, salda as dí...

Paulo Sousa

Um engenheiro na Venezuela


Paulo Mariano de Sousa Aljustrel nasce na Venezuela.
O pai, de apelido Sousa, madeirense, natural de São Martinho, vai para aquele país sul-americano quando tem 18 anos. Em 1949.
Depois de um percurso longo chega à Venezuela no ano seguinte à procura de novas oportunidades.
Paulo Aljustrel nasce a 17 de Julho de 1955. Em Caracas.
Estuda e forma-se em engenharia civil pelas universidades de Santa María (Venezuela, 1984) e de Coimbra (Portugal, 1991).
É membro do Colégio de engenheiros da Venezuela.

Complementa as licenciaturas com os cursos de Administração de Empresas e Elementos da Gestão de Construção.
Faz ainda o programa de Ampliação em gestão da construção, na Universidade Metropolitana, em 1986.
Trabalha por conta própria. Faz gestão de projetos e de obras.
Tem tido a preocupação de estar ligado à vida associativa. Já foi diretor, em três períodos diferentes, do Centro Português de Caracas.
Também já foi diretor no Instituto Português de Cultura.
É conselheiro da junta diretiva do “Lar de la tercera edad, Padre Joaquim Ferreira” e membro do Congresso das Comunidades Madeirenses.
Está ligado igualmente à comissão do Dia da Madeira na Venezuela, que culmina com um grande jantar no Dia 1 de Julho, Dia da Região Autónoma da Madeira. Além disso tem muita música e outras atividades culturais.
A mulher, que conheceu na Venezuela, trabalha no Consulado de Portugal. Por isso, ambos estão em contacto permanente com a comunidade portuguesa e madeirense.
Junta-se a estes fatores o desejo renovado de vir de férias à Madeira. O que o faz quase todos os anos.
Admite que vive bem integrado na sociedade venezuelana, que se depara com um problema que afeta a todos que é a insegurança e ainda as mudanças legislativas que nem sempre dão tempo às empresas se adaptarem e resultam em pesadas coimas.

(2010)

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